domingo, 7 de março de 2010

Saudades de um amor...

Tantas foram as ocasiões em que escrevi sobre o amor… E nunca, de fato, consegui descrevê-lo objetivamente. Tenho apenas constatações. O amor nos trai. Ele nos arrasta feito folhas no chão... E nos torna bobos. Reféns, até. O amor pede engano. Embriaga. E mexe com nossos nervos. Ele nos tira o sono. Desloca o nosso eixo. E é sempre inesperado. Está onde nem imaginamos. E nos falta quando mais o queremos presente. Se acompanhado de expectativas (e quase sempre o é), ele é capaz de nos confundir... e parecer o que não é. Ele pode enganar nossos sentidos e agir, inicialmente, de forma fria... Puro disfarce.
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Não sei exatamente o que sinto hoje. Há dois meses, um beijo me fez pensar a semana toda numa única pessoa. No segundo encontro, o beijo não foi o mesmo... Foi afoito. Foi pura atração. Mas não sei se foi só isso... Talvez a expectativa tenha embriagado os meus sentidos. O que penso ter sentido foi ainda mais especial do que o que aconteceu conosco naquela noite. E lá se foram dois meses...
Doce. Azedo. Maluco. Autêntico. Teimoso. Maduro. Infantil. Tudo isso numa só pessoa. Ao seu lado me senti uma menina pronta para dobrar a próxima esquina e embarcar em viagens nunca vividas, desprezando toda a experiência que já acumulei. Não lhe parece absurdo? Mas foi o que senti. Não achei justo o contrário... Arrastá-lo para a minha vida já tão acertada, já cheia de respostas, não seria prudente. Ninguém deve ser poupado da vida. Muito menos um garoto tão cheio de fantasias... De conjecturas.
Mas como é fácil imaginar, uma história assim não pode durar muito. Eu queria entrega. Ele se sentiu inseguro. Eu queria a loucura de sua juventude. Ele temeu minha experiência. Eu queria viver aquilo. Ele achou que “foi forte demais” e recuou. Um retrato de nossas diferenças.
Mas a pergunta é: quem disse que isso tem a ver com amor? Penso ter vivido apenas um prenúncio de paixão. O desejo de estar apaixonada por alguém levou-me a atitudes impulsivas e até exageradas... Mas nem me apaixonei muito menos senti amor por este belo rapaz. Senti foi desejo de viver um desses dois sentimentos que nos tiram do chão, que nos trazem angústia e conforto no mesmo dia... Sentimentos que nos põe vivos e nos enchem de alegria latente. Foi só isso. Ao menos dessa vez. Nem paixão, nem amor. Peninha!

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