quarta-feira, 31 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
Sede de bola

foto: http://futebolnegocio.files.wordpress.com
Estamos a exatos 80 dias da Copa do Mundo na África do Sul. E esse assunto fervilha nos principais noticiários... Quatro anos atrás, os amigos diziam que eu escapei de uma baita encrenca... Na verdade, falavam sobre eu ter me livrado de escrever sobre a Copa numa coluna especial para mulheres no jornal onde trabalhei... Caí fora antes...
Por incrível que pareça para aqueles que me conhecem um pouquinho, daquela vez eu quis comentar o assunto... E já que estamos novamente num ano de Copa, aproveito para me explicar:
Futebol nunca foi o meu forte (na verdade, esportes em geral!). Aliás, na primeira vez em que fui convocada para cobrir um jogo quase tive um colapso. Precisei humildemente explicar ao editor que eu tenho pavor de tumulto - pânico mesmo! -, especialmente aquele que envolve torcidas eufóricas, à beira de um ataque de nervos. Naquela ocasião era Norusca e Corinthians. Imagine! Tem outra coisa que me condena em relação a gostar ou não de futebol: meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso – e lá se foram 11 anos!) retratou a participação do Brasil em quatro décadas de Copa do Mundo num documentário radiofônico com quatro programas de uma hora de duração... Pode? Não me peçam explicações, por favor.
Mas eu confesso que, apesar de não lembrar de nenhuma escalação famosa e de ter essas neuras com tumulto de torcedores, de quatro em quatro anos eu me rendo ao mundo "verde e amarelo".
Num país em que há carência de tudo, inclusive de consciência política, são partidas de futebol que, como num passe mágico, transformam a nação numa coisa só. Unidos, os brasileiros têm é sede de bola! As mazelas todas, a falta de grana, o desconforto emocional, a angústia por dias melhores... Tudo é guardado no fundo do baú da alma brasileira. E uma alegria pulsante toma conta de todos. Como se no momento dos jogos a gente se transformasse num país de verdade, com P maiúsculo. Pronto e respeitado por algo, enfim.
E se essa competição mundial eleva tanto a auto-estima do nosso povo não serei eu o espírito de porco que vai criticar o comportamento alheio. Se essa é a hora, vamos soltar os bichos e torcer por muitos gols. Quem sabe uma hora dessas a gente se anima a marcar o nosso!
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Farta de semideuses
Onde está aquela gente realmente gente, pulsante, capaz de assumir atitudes vis? Aquela gente que cospe, que urra, que sente inveja, ciúmes e assume dores e angústias? Essa humanidade crua, sem maquiagens, tem me feito falta.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Amizades reescritas
São poucas ainda as pessoas em quem eu confio e de quem sinto saudades reais. Sem forçar a barra, entende? Dá para contar nos dedos da mão direita. Essa que me dá firmeza. E a confiança, na verdade, não é inteira. Não é com muita fé. Confio até a página dez. Depois, o pé já fica atrás. Afinal, todas elas (até elas) um dia já me decepcionaram. Normal, não é? São gente. Estão à mercê dos sentimentos mesquinhos, das ações egoístas, das tentações mundanas. Eis meus amigos: pessoas inteiras, frágeis, malucas.
Tem a professora de história. Aparência frágil, olhos marejados, pele sardenta e punk na cabeça. Essa é amiga de infância. Pessoa com quem dividi as maiores crises existenciais. E com quem tenho prazer - ainda hoje, em tempos de twitter e MSN - em trocar cartas via correio, com carimbo e selo!
Tem a filósofa que está gerente de loja. Com ela dividi momentos importantes. Mudanças de casa, separações e alguma solidão. E dividi mais: ideias, ideais e muita reflexão. Foi ela que me ensinou a fazer suco de couve com limão. Delícia! E é dela a frase “o amor que era só é amor porque era”.
Tem a empresária. Pessoa íntegra. Virginiana típica: organizada, honesta, repleta de princípios. Trabalhar ao lado dela foi um aprendizado diário e prazeroso. Mas não é só isso. Com ela, à tardinha, no fim do expediente, eu conversava sobre tudo e com muita tranquilidade, afinal desde sempre ela foi uma grande amiga. Nossa mente bate, entende? A gente se entende. Além do mais, ela é dessas mulheres independentes, livres e bem resolvidas. Dessas de se parar para admirar.
Tem o jornalista. Ele não é diplomado. Sua ética vem de berço. Sua postura jornalística vem da experiência. E seu texto é adorável. Seus olhos são doces. É um amigo pisciano. Somos do mesmo elemento água. Isso talvez ajude em nossa identificação. Com ele foi quase amor à primeira vista. Nossa convivência constante foi por longos sete meses. E a amizade extrapolou a redação. É amigo para uma boa mesa de bar, um suco aos domingos pela manhã, um almoço “no mato” e uma boa caminhada. De MSN e de vizinhança. É amigo e ponto.
Tem o capoeirista. Dele já falei em outras ocasiões. Por ele já senti um amor platônico. Com ele a amizade começou no olhar. Olhar penetrante. Coisa de alma. Dividimos leitura, passeios vespertinos, músicas surreais... Dividimos angústias existenciais, falamos horas ao telefone e fomos cúmplices. E apesar da distância, ele está sempre do lado de cá do meu coração.
Puxa, pensando agora, passam da mão direita os amigos que me inspiram uma descrição. Jornalistas, por exemplo, tem mais uns quatro de quem poderia falar. A jornalista sócia, a jornalista cantora, o jornalista enfezado, o super jornalista, o mala jornalista pai do João. Tem a amiga que criou uma nova ocupação: secretária personalizada. Já esteve comigo até em velório. É uma super amiga. E uma super mulher. Poderosa!
Tem o amigo amor da minha vida. Esse conheci ainda na adolescência. É o cara. Gentil, honesto, envolvente. De sorriso limpo, mãos firmes, passos aventureiros. Com ele vivi parte da minha vida. E é dele que ainda recebo SMS que me emocionam. Ele jura que se ganhar na mega-sena dividirá a grana comigo. Quero crer que ele será amigo até nesta hora!
Tenho amigos que duraram um mês. Mas deixaram marcas. Tem amigos com quem dividi só uma carona. Outros com quem trabalho há anos. Tem amigos com quem já dividi sonhos, outros com quem estudei e realizei projetos. Tem os amigos de identificação literária, musical, gastronômica... Há os amigos de Orkut, outros de facebook... E tem os seguidores do twitter... Mas quem fica, quem sobra, para um chá numa quarta chuvosa são aqueles que conto nos dedos das mãos – não só da direita, como constatei ao longo deste texto, mas também da esquerda cheia de sede criativa.
E, no final, o que vale mesmo é poder lembrar de todos eles, fazer um balanço do que vivemos e constatar que somos felizes.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Carta a quem possa interessar ou Caco e Lari: as aventuras do sapinho poeta

crédito imagem: http://namb-ualg.blogspot.com/2008_12_01_archive.html
(capítulo final)
Hoje, falo com você, sapo travestido de gentleman. Você que abusa da boa vontade dos outros, você que se faz de vítima mas é a pessoa mais sórdida e dissimulada de que já tive notícias. Você que definitivamente não tem maturidade e inteligência para reconhecer um amigo. E você sabe que não falo isso por dor de cotovelo. Você sabe que nossa historinha já estava nas linhas finais, mais morna que água de banho de bebê... Ambos sabíamos disso. Mas quisemos por força maior escrever mais umas linhazinhas. O duro é que para isso não precisava envolver tanta gente, quebrar minha cama, inflacionar minhas contas de água e de energia elétrica e ainda abusar da boa vontade de minha família... E não adianta falar das tais contribuições (um peru, uma bolsa e alguns trocados gastos em supermercado) porque amizade como a que encontrou por aqui, como diz a publicidade de cartão de crédito, não tem mesmo preço!
Bancar de bom moço, tudo bem. É seu gênero pouco criativo – e até covarde. Mas, peralá... Roubar o ar do meu quarto, usar até minha Internet para retomar contatos com pessoas de quem você dizia não querer ouvir nem o nome? Fazer ceninhas de ciúmes quando já estava ciscando em outro terreiro?! Deixar-nos de vigias em seu apê quando já estava fazendo falsas promessas a moças românticas? Faz-me rir, rapaz. Vamos combinar que faltou-lhe hombridade, afinal por diversas vezes avisei que para ser meu amigo era preciso ser transparente. Não cobrei nem fidelidade, mas sinceridade tão-somente. Já tinha dito também que meus parâmetros de homem e de amigo são bem altos... Quase impossível de alcançar.
E desculpe-me pela sinceridade, mas és mesmo um sapo. Afinal, um gentleman não peida em público – nem na cama da amante -, não arrota a todo momento, não sua feito animal ou ronca feito uma britadeira. Faça-me um favor: tente ser feliz bem longe de mim e pare de me ligar para pedir favores e conselhos. Chega, baby! Virei a página, a tempo! Boa sorte!
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
IF
Ele diz que sua mãe costuma dizer: - ah, isso é IF! Eu juro que nunca tinha ouvido essa expressão e amei. IF, para quem como eu nunca tinha ouvido o termo, quer dizer ideia fixa.
Esse post, aliás, é resultado disso. Fiquei com a ideia fixa no meu novo amigo e na expressão dita por ele!
Ótima semana e um mês cheio de paixão e positividade a todos que passam por aqui!
sábado, 2 de janeiro de 2010
Escolhas
/.../ Bem, hoje uma amiga querida me despertou para o texto abaixo com um e-mail curioso de "boa entrada de ano" cujo título era "velório".
Então, resolvi desengavetar as seguintes ideias de bolso:
Sempre odiei esses processos seletivos em que os psicólogos ficam testando os candidatos com questões pouco objetivas. Não que eu já tenha passado por muitos deles, mas acompanhei o sofrimento de diversos amigos. Nas seleções em grupo:
– Qual animal você gostaria de ser?
E depois, é claro, aquela ladainha de ter de explicar a razão da escolha... O pobre do candidato, louco para conseguir um emprego e poder pagar logo as contas atrasadas, começa a exercitar sua capacidade de adivinhar o que o outro quer ouvir...
– Bem, a formiga tem grande capacidade de trabalhar em equipe, senso de organização e apesar de pequena e aparência frágil tem a força centrada na capacidade de planejamento!
Ufa! Depois de raciocinar como os gestores de pessoas, o cara se sente até meio aliviado... O outro escolhe o elefante e trata logo de começar sua explanação criticando a formiga, determinado a mostrar logo de cara que tem senso de competitividade...
Nunca achei esse tipo de seleção eficaz. Aliás, todos os processos seletivos que já acompanhei de perto tiveram como “vencedores” pessoas muito distantes do perfil exigido. Acertar o perfil é quase como ganhar na loteria.
Intuitivamente venho ao longo dos anos desenvolvendo “estratégias” para conhecer melhor as pessoas, sem precisar lançar mãos dessas “papagaiadas” observadas por aí... E, confesso, até mesmo na vida pessoal tenho selecionado amigos com base nessas minhas estratégias. Por exemplo, odeio pessoas muito ambiciosas. Aquelas que passam por cima de qualquer sentimento para obter uma vantagem financeira... Ou aquelas que entre uma flor e um vestido ficam com o vestido. No meu raio-x, nesta escolha o vestido representa a vaidade, o lado material, a predominância do lado racional da pessoa. É claro que isso não me faria excluir essa amiga de minha lista, mas me faria com certeza ficar mais de olho no comportamento dela.
Sei, sei que você pode dizer que não passo de uma romântica boba. Mas nesta escolha, para mim, a flor diz bem mais que romantismo. Ela simboliza o valor que a pessoa atribui ao afeto. Simboliza a preferência pelo espiritual, pelo singelo... E são essas as pessoas que eu quero perto de mim.
Outro exemplo. Dia desses, para testar um amigo que estava me devendo uma resposta, mandei um e-mail bem objetivo. No campo assunto lasquei um “velório”. No corpo da mensagem, escrevi objetivamente:
- Olá, fulano! Preciso saber se você recebeu minha mensagem anterior com local e horário do velório? Abs!
O que eu queria com esta mensagem? Bem, queria saber se com essa isca ele me responderia. Queria saber até que ponto ele se importa com algum assunto sério ligado a mim. Nesse caso, ele respondeu imediatamente. O que me levou a concluir que o assunto anterior ainda estava sendo abstraído por ele, mas diante da gravidade de um “velório”, rapidamente ele se manifestou e fez questão de se mostrar um amigo verdadeiro. Ponto para ele. E para mim, que consegui identificar isso.
Mas isso nem sempre é possível. E às vezes também a isca jogada só demonstra que a pessoa é quem você já temia... Egoísta, observadora de seu umbigo, preocupada com o mundo ao seu redor!
Os signos também são bons conselheiros na hora de avaliarmos o perfil de alguém... Uma amiga super ligada em astrologia é capaz de ficar horas descrevendo um pisciano, um geminiano ou um leonino... E não é que as características batem?! Eu fico boba de ver como há coincidência entre a característica de cada signo com as pessoas nascidas naquele período. É incrível.
Assim, com um recurso criativo aqui, uma discussão bem-humorada sobre signos ali, cruzando os dados com as ações e reações das pessoas avaliadas, é claro, podemos chegar mais perto de um perfil com o qual nos identificamos. Isso vale para o ambiente de trabalho ou para a vida amorosa. O importante é jamais trocar gato por lebre ou passar um tempão achando que o sapo é um príncipe. Ninguém é perfeito. Nem eu quero isso. E talvez até ame um sapo! Mas é legal ter afinidades verdadeiras e não maquiadas. Eu, pelo menos, quero saber direitinho quem são as pessoas com quem lido.
Se é um sujeito orgulhoso, ok. Com isso claro, cabe a mim escolher se quero aceitar esta característica num amigo. Se é ambiciosa, legal. Só preciso ter isso claro para saber até que ponto a amizade vai fluir... O que não dá é ter alguém ao lado que afirma amar filme italiano e comida japonesa, mas que espera eu virar as costas para filar um bifão mal passado com fritas vendo filminho americano!
Pense nisso! E tenha uma ótima semana!
domingo, 27 de dezembro de 2009
Votos de ano novo
Sete bagos de uva. Pular ondas. Guardar sementes de romã no fundo da carteira. Sem contar as receitas de salada do amor, banho de proteção, chá da sorte, lingeries da virada (branca, rosa, vermelha, amarela...). Vale tudo pela ideia de atrair saúde, sucesso e amor no ano que se inicia. Pelo menos é o que dizem. E como dizem!
Eu, confesso, já segui muitas dessas receitas. Também já fiz listas de desejos e objetivos para o novo ano. Do que valeram, afinal? Olha, se eu fizer um balanço, posso garantir que em nenhum dos últimos anos de minha vida me faltou sorte, amor ou saúde... Não que eu tenha tudo isso junto sempre. Mas pelo menos por alguns meses de todos os anos eu tive um ou outro, às vezes a maioria deles...
A sorte, por exemplo, é uma boa companheira. Eu não sou rica, nem nunca fui. Mas já ganhei muita coisa boa nesta vida - inclusive dinheiro. Encontrei muita gente interessante e tive oportunidades exclusivas, especialmente nas horas difíceis em que me senti só. Comigo sempre valeu aquele ditado de que Deus pode até fechar uma porta, mas sempre abre uma janela.
No amor também não posso reclamar não. Tive bons companheiros. Alguns por mais tempo. Outros passageiros. E me senti amada por todos (ou quase todos). Mas o melhor de tudo é que sempre acabo amiga de meus afetos. O maior e mais presente de meus amigos, aliás, é meu ex-namorido. Há ainda os amores que vão e vem, como as estações do ano. E a cada volta tem um sabor diferente, especial. E, claro, a esperança de que vai durar para sempre!
Também já sofri por amor. E quem nunca sofreu? Mas amei tanto e de forma tão entregue que todos valeram a pena. Mas depois de algumas experiências marcantes fiquei receosa com o amor. Hoje, porém, estou com vontade de “abrir a guarda”. Creio que meu luto já passou. E tenho tido estímulos suficientes para querer viver de novo uma história cheia de entrega e trocas... Será?
Da saúde também não reclamo. Ela nunca me assustou para valer. E para me manter em forma no novo ano vou me concentrar em garantir doses diárias de alegria, vou cortar o açúcar, fazer exercícios e reservar uma noite de amor a cada 48 horas no máximo. Com isso, creio, não será preciso seguir nenhuma outra receita. Só mesmo uma oração. E que venha 2010 e todas as suas surpresas!
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Presa pela chuva, sem pendências no dia (ufa), eis que vem a vontade da escrita...
As notícias (em sua maioria tragédias)continuam parecidas. Assaltos, sequestros, golpes relâmpagos... Nas redações, os colegas trabalham sob pressão, sem estrutura para apurar as notícias de forma ideal, sem muita criatividade...
/.../
O padrasto daquele garotinho da Bahia acaba de confessar ter introduzido mais de 40 agulhas no corpo da criança... Isso não é coisa de gente! Nenhum ritual religioso justifica tal crueldade.
/.../
Também estão nas páginas de notícias as luzes de Natal, as festas, os amigos secretos e as receitas de ceia criativa e econômica!
Mas não quero mesmo dar mais opinião sobre nada. De alguma forma, quero apenas estar aqui. Alisar esse fundo branco. Marcar minha presença discretamente... É assim que tenho levado minha vida também. Avançando um pouco. Recuando um tanto.
Por hoje é isso! Boa noite!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Flor lilás ou fios vermelhos?

É difícil ter de forma clara qual a imagem que fazem da gente. No sábado, por exemplo, fui fazer a unha e a manicure (Kiki) já disse de cara:
- Ai, ai... essa cutícula delicada vai me dar trabalho.
E eu:
- Ah, nem tão delicada... ela é fina.
- Ah, com essa sua carinha! Olha só a sua mãozinha. Parece uma boneca!
É. Eu estou acostumada com esse tipo de comentário. E pior, acho que dou razão para essas pessoas me imaginarem um bibelô. Acho que o erro foi de meus pais, que me ensinaram a sorrir para todos. Então, eu me apresento e, especialmente na dúvida sobre o que dizer, logo abro um sorriso. Pronto. Está criada a imagem de que sou uma menina meio boba (porque rio à toa) e delicadíssima (pela aparência frágil).
Não sou. Ao contrário, tenho certo humor cortante, sou intolerante e, ultimamente para não ser grossa, sou muda e desconcentrada. Odeio futebol, detesto a grande maioria das músicas cantadas em inglês e tenho alergia de pessoas que ficam narrando notícias para mim, especialmente as que querem comentar demonstrando conhecimento de causa. Tenho que confessar também que não acho quase nada engraçado, em especial as piadas. Tenho preguiça de mastigar (isso já espalhei para os amigos) e evito salões de beleza por me sentir um peixe fora d’água entre as frequentadoras.
Por fim, não sou assim um jiló. Gosto de algumas coisas. De música popular brasileira, por exemplo. Das clássicas também. Sou contemplativa. Amo observar o pôr do sol. Sou capaz de ficar horas e horas na frente do mar, com olhar perdido. Gosto de deitar na minha rede verde e de ouvir alguém ler um bom livro em voz alta e com boa entonação. Também gosto de falar, escrever e divagar sobre o comportamento humano. E tenho gostado bastante de umas certas “ideias de fronha”, mas isso não é assunto para esse meio aqui...
Mas nenhum de meus gostos (ou desgostos) são aparentes na estampa. E esse desencontro entre o que "mostro" e o que "sou" cria, de certa forma, uma crise de identidade. E o pior é que quanto mais deduzem que me descobriram mais eu me escondo. Isso não sei explicar, ao certo. E quando alguém vem cheio de si, querendo se impor para mim? Aí é que me calo mesmo - até pela infantilidade e prepotência do ato.
Fico pensando o que leva alguém a se armar para enfrentar o outro? A ter reações impulsivas e por vezes agressivas como se quisesse gritar:
- olha eu aqui. Existo e sou melhor que você!
Acho que qualquer um com mais de trinta deveria desprezar isso. É muito estranho perceber que há pessoas que se acham ameaçadas por outras que nem se dão conta da existência alheia...
Eu, por exemplo, sou um caso perdido. Ninguém nesse momento será capaz de me impressionar porque eu simplesmente tenho estado à parte do mundo à minha volta. Hoje, não sou rival nem da outra que mora em mim (e com quem eu, confesso, já briguei muito!). E não é por covardia não, viu. É pela mais pura e latente forma de coragem. Não quero enfrentamentos. Simplesmente isso. Por quê? Porque há uma vida linda lá fora! E nada me fará perder tempo com coisas alheias aos meus desejos mais intrínsecos.
Quero apenas ser eu. Cada vez mais eu. Pura e simplesmente eu. Passando despercebida, às vezes, ou admirada simplesmente pelo o que sou e posso dar. Mesmo que, para isso, eu tenha que aturar eternamente a imagem da menina doce e quietinha, pintada pela Kiki.
Deu para entender? Coisa de gente (madura)!
Certeza
De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que precisamos continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...
Portanto devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo...
Da queda um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro...
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Cítricas
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Preciso reconhecer que evolui nesses últimos dias. Estou testando sentimentos com novos sabores. Não quero exigir nada do que não possam me dar. (E que exercício difícil). Confesso também que tive recaída. Mas foi coisa pouca.
A meta é não pedir nada. Desejar sim. Mas não pedir. Saborear apenas o que chega até mim. Mais adiante posso até descobrir que essa não é a melhor estratégia para ser feliz. Mas como já segui outras receitas, agora vou apostar nesta. Também não quero alimentar expectativas com relação a nada nem ninguém. Mas quero alguma emoção porque também não sou de ferro e definitivamente não estou procurando uma vida bege! Quero apenas um pouco de paz (também não precisa ser muita) e algum sentimento pulsante e verdadeiro.
Tenho um palpite de que vai sair sol! Ótima semana!
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Suspeito...
Procura observar.
A gente passa meses falando com alguém por MSN, tentando expressar a saudade latente, o carinho acumulado. Aí, não mais que de repente, temos a chance diária de conviver com a criatura e pronto: a encostamos. De um dia para o outro, passada a recepção mais calorosa, logo achamos que o ente querido é mais um móvel que precisamos cuidar, mas não a ponto de deixar nossa rotininha de lado. Não é estranho?
Eu sempre achei (e disse isso para vários amigos) que vale a pena perder uma noite inteira de sono só para papear com aquela pessoa adorável com quem nos encontramos raramente. Eu posso até deixar uma conversa com minha irmã para amanhã (afinal ela mora comigo), mas com aquela amiga que nunca vem a Bauru nem pensar... Com ela quero falar feito rádio enquanto puder ficar acordada. Mas nem todo mundo reage assim. E eu já me magoei bastante por isso. E, hoje, mais calejada, eu mesma me pego fazendo isso: deixando passar momentos que podem ser únicos... trocando o papo amigo por uma noite de Internet... Calando umas conversas até meio chatas, mas imprescindíveis, com a desculpa de ler uma revista ou um livro...
Sei lá. Nem estou me reconhecendo. Será o tempo? Será finalmente o entendimento do peso das palavras? O medo do comprometimento? Ou o receio de expressar demais aquilo sobre o que posso me arrepender?
Pena. Peninha! Coisa de gente!
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
No meio do caminho
Sabe aquele dia ruim? Cheio de obstáculos, especialmente interiores? Vivo isso hoje.
Em plena sexta-feira 13 descubro que tirei apenas 6,0 pontos na prova que desejava ter ido bem – e que precisava de um 7,0!. Aliás, nunca na minha vida escolar tirei nota tão baixa. Para ser bem sincera, eu era do tipo irritante que chorava quando tirava 9,0 nas provas! Eu não me contentava. Queria dez!
Mas, não é sempre na vida que temos um dez! Às vezes temos de nos contentar com a mediocridade de um meio. Não é?
Meio legal, meio amigo, meio amante, meio confiável. Meio apaixonado por mim. Meio desligado de mim!
Tenho um trabalho meio estressante, que me possibilita bancar meio mundo, e que é quase dez nas possibilidades de experiência de vida. Mas é quase. E, hoje, então... Nada é dez para mim, viu. Acho que sou eu que estou meio vazia. Ou meio cheia de tudo!
Mas passa. Amanhã o dez vem de alguém 100% amigo. Entregue inteiramente. Sem meias verdades, sem telefonemas no meio da noite. E aí, nessa hora, vou comemorar o dez que faz realmente a diferença na minha vida!
Por enquanto, tentarei terminar o dia 13 pensando no primeiro ano de vida da minha sobrinha que certamente terá muitos dez pela frente. E também alguns 6,0... 7,0... e por que não algum meio ponto para aprender, quem sabe, que valor tem sentido na sua vida.
Ótima semana a todos!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Se é para falar de amor, vamos lá, menino,
acende um cigarro
me serve o vinho
mergulhe no olhar...
Vamos lá, menino,
fale de você
fale deles
conte-me por onde andou.
Se é para falar de amor, vamos lá, menino,
deixe as frases de efeito
se jogue, se entregue
vamos lá, menino...
Se é para falar de amor,
vamos pôr as cartas na mesa
quebrar os copos
sujar o tapete...
Vamos lá, menino,
não precisa me convencer da sua inteligência
nem me encantar com cantos e sopros
muito menos inventar sentimentos.
Eu só quero alguém desarmado
de mãos limpas
e verdades duras...
vamos lá, menino.
Se é para falar de amor,
põe uma música
diz alguns versos
lê pra mim.
Vamos lá, menino,
tire a máscara
solte a gravata
desate os nós...
Se é para falar de amor, vamos lá, menino,
procure meu olhar
enxergue minha alma
extrapole meus desejos.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Sobre garçons, flores, vacas e títulos

Ai que bom que eu criei este espaço. Aqui, afinal, posso publicar as tais anotações feitas originalmente em papel de pão ou em guardanapo de boteco. Se bem que nos últimos anos em vez de escrever nos guardanapos eu faço dobradora em formato de flor. Não me pergunte o porquê. Sei lá. É mania. Quando percebo já estou girando entre os dedos o “caule” daquela florzinha branca... Mas, enfim. Ainda me restaram umas anotaçõezinhas para compartilhar aqui.
Por exemplo, outro dia, num bar mesmo, encanei com o garçom. Na verdade, não com o garçom, mas com garçons. É incrível, mas comigo sempre acontece. Eu aceno e nada. Dou tchauzinho. Aceno mais bruscamente com a mão reta. Nada. Digo um “por favor!”. Não me ouve. Enquanto isso, os garçons vão passando nas outras mesas e anotando os pedidos. Resultado: o meu pedido demora mais de meia hora só para ser registrado. Imagine a proporção da minha raiva. Mas já testei até. Já fui com roupas mais chamativas. Tentei de tudo. Um decote mais ousado. Uma cor mais forte. Um salto barulhento. Mas isso só confirma minha teoria de que sou daqueles seres sociais invisíveis. Como são os engraxates. Os vassourinhas. Os guardadores de carro. Os faxineiros. A diferença é que eu não uso uniforme... E dizem os cientistas que a invisibilidade vem justamente do uniforme. Vai saber, né...
Como o suco que peço sempre demora muito a chegar, dia desses estava pensando... Como seria bom se existisse uma vaca que produzisse suco de laranja. Imagine. Você sai no quintal, dá aquela espreguiçada e se dirige até a vaquinha para fazer a ordenha do suco, que sai fresquinho, espumado e super saboroso. É claro que para diferenciar das outras essa vaca deveria ser de cor laranja. Se fosse champanhe então, como da vaca da foto (crédito: © Al Hayball 2009), tanto melhor! Ai ai... acho que até sonhei com isso!
Bom, agora que já falei bastante besteira, vou estudar. Quem sabe um dia desses descolo um título... Desses que fazem algumas pessoas terem orgulho de se dizer “mestre” ou “doutor”. Embora de verdade, de verdade, eu queira apenas ser especialista em resiliência, mestre em felicidade e doutora em compaixão. Tá registrado!
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Domingo azul estrelado
Azul era a cor do tapete que enfeitou o céu naquelas manhãs de domingo (dias 13, 20 e 27/9). O verde estampa a paisagem do exuberante Jardim Botânico. E as estrelas estavam no palco, no canto dos bambuzais.
Este foi o cenário perfeito habitado por quem esteve no Jardim Botânico de Bauru prestigiando o projeto “Um canto no Botânico”, primorosamente abraçado pelo diretor do jardim, Luiz Carlos de Almeida Neto, pelo secretário da Semma, Valcirlei Gonçalves da Silva, e assistido com entusiasmo pelo prefeito Rodrigo Agostinho. Estive lá nos três dias e pude perceber o envolvimento de todos eles e de suas equipes. No primeiro domingo, Luiz recebia pessoalmente os visitantes (cerca de 50 pessoas, ao todo) com um sorriso largo, cheio de expectativa. No dia 20, para surpresa da plateia (cerca de 130 visitantes), uma mesa com frutas (uva itália, morangos e poncan, doadas pelo CEAGESP) conseguiu deixar o lugar ainda mais aconchegante. E o terceiro e mais iluminado domingo foi mesmo especial. Mais de 400 pessoas puderam conferir a voz doce e tocante da Audren, cantora do Awe Trio. As frutas estavam lá, os sabiás estavam lá, os apreciadores de música estavam lá! O vento fresquinho também deu sua contribuição, misturando-se ao calor do sol e dos humanos que certamente saíram de lá se sentindo mais gente, mais felizes. Eu quero ver esse projeto vivo e espero que empresários e órgãos como a Secretaria da Cultura integrem a ideia e somem esforços para garantir aos bauruenses esse presente verde e musical.
E quer saber mais? Todo aquele clima, o sol, as pessoas que eu vi, a música, o verde intenso... Tudo isso bastou para que minha semana fosse muito mais humorada e leve. Sem contar que terminei a noite de domingo tomando um sorvetinho com gente prá lá de amiga!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Remember (texto publicado em 8/2/2008 no Palavra Impressa)

Ok. Sei que já estou alguns dias sem escrever. Meio atordoada ainda com os últimos acontecimentos! Meio zonza com as notícias da TV (ruins, infelizmente) e feliz por ainda querer escrever sobre um sentimento paradoxal e fundamental para a nossa sobrevivência: o amor Quero compartilhar com você algumas reflexões a respeito deste sentimento avassalador, que escraviza, nos prende num campo de batalha e nos põe (quase sempre) confusos, sem saber se queremos entregar os pontos ou continuar na guerra.
1. Dizer que amor de mãe é o único e verdadeiro amor é balela. Entendo que seja um sentimento diferente que torna a mãe capaz das maiores batalhas para garantir a felicidade do filho, mas dizer que é o único verdadeiro é quase negar o amor. E vamos combinar outra coisa: o conceito de verdade é totalmente subjetivo. Muitas mães têm uma postura de entrega e isso é próprio da condição maternal, afinal é uma semente dela na vida. E por que não pensar, então, que o amor, na verdade, é por ela mesma e pela ideia de ter uma continuidade da própria existência?
2. Em dias pós-modernos (rs), em que vivemos cercados por relações superficiais e emaranhadas em interesses individuais, todos parecem amar muito mais a ideia do amor, a possibilidade de ser alguém “grande”, capaz de sentimento tão universal e nobre, do que propriamente o “objeto” amado.
Isso é dito, de certa forma, de padre Vieira a Barthes e, mais recentemente, por Zigmunt Bauman em seu Amor Líquido. Dono de muitos conceitos sobre as fragilizadas relações sociais do homem de hoje, o sociólogo polonês é uma referência para quem pretende entender por que, entre mundo real e virtual, nossas relações têm tanta fluidez e ao mesmo tempo são tão descompromissadas.
“É preciso deixar claro que Bauman não se propõe a indicar ao leitor fórmulas de como obter sucesso nas conquistas amorosas, nem como mantê-las atraentes ao longo do tempo, muito menos como preservá-las dos possíveis, e às vezes inevitáveis, desgastes no decorrer da vida a dois. Não há como assegurar conforto num encontro de amor, nem garantias de invulnerabilidade diante das apostas perdidas, nunca houve. Quem vende propostas de baixo risco são comerciantes de mercadorias falsificadas”, discorre Gioconda Bordon, em ensaio sobre Bauman e sua obra.
3. Numa caracterização rasa, posso dizer apenas que amar nada tem a ver com tomar posse, prender, controlar ou sufocar. Quando amo desejo, primeiramente, que o ser amado seja genuinamente feliz. E felicidade tem a ver com liberdade de ação e expressão, com individualidade e plenitude de nossa própria essência.
Será que as pessoas estão mesmo preparadas para amar? Será que desejamos o outro mais do que o sentimento dele por nós? Por que queremos tanto nos relacionar, se nos dirigimos em várias direções em busca de um outro que sempre guarda a possibilidade de ser melhor? Mais adequado... Mais apropriado para a nossa própria felicidade... Daí cada vez maior o número de relacionamentos abertos. Ou seja: queremos o colo, o cobertor de orelha, mas nada tão profundo a ponto de ter comprometimento... Sem passar do limite que estabelece uma entrega maior.
Nenhuma dessas reflexões, no entanto, nos tira do alvo. Amamos sempre e muito. Tanto quanto podemos. Tanto quanto resistimos. E cada entrega é repleta de aprendizado e de prazer. Saímos e entramos nas relações sempre com uma ponta de esperança. Com a ideia boba de que o próximo será para sempre. Será?
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Árvore de pássaros
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Receita de felicidade

O que quero da vida? Onde quero chegar? Essas são perguntas difíceis de responder. Ao menos para mim – praticamente um caso perdido. Não creio em soluções mágicas, nem em terapias milagrosas. E desconfio de programas de coaching, que prometem desenvolver líderes e ajudar as pessoas a se desenvolverem globalmente.
Também torço o nariz para técnicas baseadas na física quântica... E não gostei de ler “O Segredo”. Enfim, talvez seja pura e simplesmente ignorância minha. Mas tenho cá para mim que tudo o que uma pessoa realmente precisa para crescer e ser verdadeiramente feliz é amor, sexo e equilíbrio financeiro. A receita é simples, a meu ver: doses diárias de sexo com quem se ama de corpo e alma, alimentação equilibrada, música, vinho e muita leitura. A isso, devemos somar um emprego bacana, preferencialmente numa profissão apaixonante, e alguma grana para o maior número possível de viagens por meio das quais podemos ampliar nosso repertório, conhecendo mais da história da humanidade e da própria humanidade, ouvindo gente, etc.
Para saber aonde eu quero chegar não preciso “morrer” com metade de meu salário em terapias que beiram ao ridículo nem ouvir principiantes se fingindo de mestres. Tudo o que eu preciso é de alguém que se jogue comigo. De alguém que tope tomar um sorvete na praia, numa viagem bate-e-volta, mesmo que para isso seja necessário viajar mais de 400 quilômetros durante a madrugada. E daí? Na praia, os sorvetes têm um sabor mais acentuado!
Desconfio, enfim, de qualquer outra receita de felicidade. Falei!
domingo, 16 de agosto de 2009

Carpinejar promete devolver a inspiração em anúncio nos classificados do Zero Hora. Como? Numa oficina de terapia literária. Eu quero! Quero fazer. Quero muito fazer!
Mas, enquanto não vou ao Sul para ter de volta o que suponho um dia ter tido, busco um tema que me encontre. Algo que me tome pelas mãos e me guie, de novo, por linhas leves, linhas tortas, linhas envolventes, capazes de me segurar – e de segurar você!
Penso nas flores. E me lembro que um dia – não tão distante - uma cena inspiradora enquadrava um homem apanhando coloridas espécies de uma ensolarada árvore, em sábado chuvoso. Ele sorria espontaneamente e sua verdade me fazia pensar apenas em guardar aquela foto.
Era o mesmo homem a quem, um dia, eu quis presentear com orquídeas a cada ano de sua vida. Escolhi a orquídea por ser uma flor rara, sofisticada e bela. Claro que é exatamente assim que eu o via: humor sofisticado, lindo e de raras qualidades. Via. Assim mesmo no passado. Não que hoje não o admire. Não é isso. Mas o encanto, tal qual ainda sinto pelas orquídeas, passou. E lamentavelmente não posso mais presenteá-lo com flores. Não tenho esse impulso. E nem sei se a culpa é dele ou minha. Digo isso porque desconfio que ele nunca foi mesmo a orquídea que eu vi. E, claro, neste caso, a culpa só pode ser de meus olhos iludidos.
Mas não é de ilusão que quero falar. Quero apenas registrar e sensação boa de sentirmos isso. Essa vontade de cultuar uma beleza rara. Esse desejo ardente de fazer alguém feliz e de se fazer feliz ao lado de alguém. É isso, afinal, que nos leva a descobrir pessoas ou a redescobri-las até achar (pela primeira vez ou de novo) o brilho que dispara nosso olhar e o encanto que nos faz comprar flores, escrever bilhetes, saltar de paraquedas, enfim, cometer ações inusitadas em nome de um suposto amor. Isso eu também quero! Hoje - e sempre!
segunda-feira, 29 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Eis uma boa razão para voltar a este espaço...

Ver esses dois juntos é um pouco demais para mim... Bom, passei por aqui só para deixar a boa notícia do novo cd do Diogo (com uma música do Chico) e dividir essa imagem inspiradora! Abaixo, infos pontuais do trabalho "Tô fazendo a minha parte". Até a próxima!
Da Assessoria EMI Music
Com o título de um dos sambas inéditos estampado na capa, Diogo Nogueira pede passagem e diz a que veio com seu novo álbum. Indicado ao Grammy Latino de Revelação 2008 (concorrendo com latinos), o jovem sambista de linhagem nobre já tem data e local para o lançamento do CD Tô fazendo a minha parte: dias 4 e 5 de julho, no palco do Canecão.
Amante do futebol, ex-jogador profissional, Diogo bem sabe que o jogo só acaba quando o juiz apita: já nos momentos finais da partida, um golaço de placa trouxe ainda mais beleza ao "futebol-arte" dos que estavam em campo. Um samba inédito de Chico Buarque e Ivan Lins, "Sou eu", chegou até Diogo por iniciativa de seus autores. Chico conhece Diogo desde os tempos em que João Nogueira o levava, ainda criança, para assistir aos jogos em seu famoso campo de futebol. Ele e seu parceiro, Ivan Lins, acharam que o samba "tinha a cara do Diogo" e foi assim que "Sou eu", uma obra-prima no melhor estilo dos mestres, passou a integrar o time.
Para o seu primeiro álbum de estúdio, Diogo reuniu um repertório predominantemente inédito, do qual também participa como compositor em três músicas. Arlindo Cruz assina "Não dá" (Wilson das Neves/Arlindo Cruz), uma das duas não inéditas do projeto, e "Luz pra brilhar meu caminho" (Arlindo/Jorge David/José Franco Lattari). De Neguinho da Beija-Flor, Diogo regravou "Malandro é malandro e mané é mané", antigo sucesso de Bezerra da Silva, já em altíssima rotação na trilha da novela "Caminho das Índias". Almir Guineto comparece com o samba "Tô te querendo", parceria com Xande de Pilares e Magalha.
De 2007 para cá, ano em que lançou seu projeto de estréia (CD/DVD Ao Vivo), Diogo Nogueira passou de promessa a um dos mais bem sucedidos nomes da nova geração. A partir do final desse mês, quando o novo álbum deve chegar às lojas, Diogo reitera que "está fazendo a sua parte". O samba agradece.
Material da:
Assessoria EMI Music: belinha.almendra@emimusic.com / carolina.braga@emimusic.com
Assessoria tercerizada em SP marinatelecki.emimusic@yahoo.com
domingo, 24 de maio de 2009
hmmm, dois...
Isso já aconteceu com você?
Comigo é batata. De tempos em tempos sinto isso em relação a pessoas por quem tenho afeto. Sinto uma necessidade latente de me afastar. De parecer uma ostra. Depois de "apanhar" um pouco, percebi que é melhor manter distância de algumas pessoas por mais queridas que sejam. Ao mesmo tempo, é preciso mandar de vez em quando um sinal de fumaça. É como se dissesse: - olha, não quero contato, quero apenas saber se você está bem e registrar que, se preciso, pode contar comigo. Estranho, né? Mas é coisa de gente. Gente é assim. Complicada...
Ótima semana!
domingo, 17 de maio de 2009
Era a hora
/.../
Demorei muito tempo para entender que não adiantava querer sua opinião. Ele jamais se expressaria de forma direta - nem indireta. Ele era o que chamamos de uma ‘ostra’. Fechado como uma ostra.
E, agora, pensaria na ostra e escreveria para ele. É como se isso me desse uma força invisível capaz de me tornar uma quase-escritora. Imaginar suas mãos apanhando este papel e voltando os olhos atentos para essas linhas tortas me alivia. É, mais uma vez, a comunhão. Nesse momento, comungo com você o deleite de estar viva e o desespero vazio de ter de seguir adiante no meu raciocínio torto e nas minhas risadas brancas. Um riso irritante de quem quer apenas passar despercebida e aceita. Sim. Ser aceito é praticamente tudo o que um ser humano deseja da vida que lhes deram. Neste caso, tentei recuperar o que me sobrara de humanidade naquela tarde de outono. Mas, tudo o que consegui foi confirmar minha condição de espectadora. Por um átimo de segundo fui, sim, o sujeito daquela ação que, agora, me causa horror. Mas, imediatamente retornei à minha condição de origem.
De nada adiantariam pedidos de perdão. Fiz o que minha mera existência exigia de mim. Você me entende?
A maior volúpia, então, é ter seus olhos maiores sobre meus pesares. Estamos, mais do que nunca, entregues à paixão. Paixão que nos consome e que me torna você. Só agora entendi que gritamos mudos numa só direção".
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Afinal, amigos?!
/.../
Hoje quero apenas registrar o quanto é gratificante perceber amizades fiéis, verdadeiras, inabaláveis. É gratificante e reconfortante. E com “inabalável” não quero me referir a amizades intocáveis, sem brigas, sem desencontros. Isso não existe. Mas existe, sim, um sentimento pulsante que faz alguém morar dentro de nós mesmo que não concordemos com tudo o que “esse alguém” diz, pensa ou faz... Um amor incondicional que mantém algumas pessoas aqui do lado de dentro, apesar da distância, do tempo e dos destemperos da vida... E, de vez em quando, encontrar esses “alguéns” para papear, para recordar cenas em comum ou simplesmente para olhar olho no olho é uma delícia!Ter gente assim para sentir saudade... é bom. É muito bom!
terça-feira, 31 de março de 2009
1+1 = 0
Não adianta insistir. Não falo mais. O clarão que me persegue é meu. As sombras idem. Não vou dividir mais nada. Afinal, nem o que sinto por você é seu. Não lhe entreguei. Lembra? Agora não adianta esperniar. Enterrei tudo na caixinha verde. Apenas as folhas amarelecidas poderiam contar algo... Mas duvido que façam isso. Elas são fiéis. Não precisam falar pelos cotovelos para parecerem simpáticas ou se sentirem aceitas. São autênticas. Não riem à toa. Observam tudo sabendo exatamente “a dor e a delícia” de serem o que são. Agora, é com você!
sexta-feira, 27 de março de 2009
Refém
A sensação de impotência, a revolta por leis contraditórias, a raiva por ter a vida influenciada por ações vis... Tudo isso me faz silenciar.
/.../
Mas agora tá ficando mais difícil... Nesta semana, um colega de profissão jogou no ventilador uma história muito feia: ele teria sido coagido a não criticar a Câmara Municipal de Bauru em razão de um contrato que a nobre casa teria fechado com a emissora onde trabalhava (a tradicional am Auriverde). Por ter se negado ao "cala boca", Mirandão foi demitido! Em que século mesmo nós estamos? É de amargar!
O Blog da Casa {Midiática} reproduziu nota de repúdio publicada no site do Sindicato dos Jornalistas.
terça-feira, 24 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
"Ultimamente têm passado muitos anos" (Rubem Braga)
"Não é melhor nunca que tarde?" (Pablo Neruda)
"Como descrever uma luz acesa?" (Clarice Lispector)
"A cultura não salva nada nem ninguém. Ela não justifica" (Jean-Paul Sartre)
quinta-feira, 5 de março de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Cumprimento
Ótima semana!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
em silêncio
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Tá na Tribuna Popular!
Os profissionais serão contratados em duas categorias: professor polivalente, com salário de R$415,00, acrescido de 30% (trinta por cento) da gratificação de exercício de regência de sala ou professor aulista, que receberá R$3,50 por hora-aula com o mesmo percentual de bonificação."
As inscrições estão sendo aceitas hoje, 29, e amanhã. Hoje, mais de 3 mil pessoas engordaram a fila na frente da sede do Clube Intermunicipal, localizado na Rua Nilo Peçanha, nº 303, Prazeres, Jaboatão dos Guararapes-PE.
E, então, o ensino é levado a sério no Brasil ?!?
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Coragem
Virada a página “saudade”. Falo hoje de outra palavra difícil de encarar: coragem.Ela é dura. Pesa. Dói. Antes de nos enchermos dela, costumamos reclamar um pouco. Ter dó de nós... Daí, respiramos fundo e eis que surge uma coragem estruturada, robusta, cheia de energia para enfrentar seja lá o que for. A coragem é assim, a gente decide que vai encarar e pronto. Encara.
Falar o que a gente pensa é questão de coragem, pensam alguns. Para mim esta atitude tem mais a ver com sentimento mesmo. Quando falo ou escrevo o que sinto não estou sendo exatamente corajosa. Mas passional. Falei porque senti. Depois pode até ser que eu me arrependa. Mas a atitude é maior do que qualquer arrependimento. Porque o sentimento é maior.
Mas tem outra coisa... Quando digo ou escrevo, materializo. E isso, em geral, tira a força do que eu estava sentindo. É como se ao dividir com alguém eu tivesse a capacidade de transferir aquilo. Então sinto menos. É contraditório? Talvez. Porque, de certa forma, quando escrevo aquela verdade ela vai se tornando mentira...
Bom, é isso! Não acreditem muito em mim!
Ótima semana.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Para fechar o tema "saudades" (nesta semana)
Saudades especiais de um com quem podia fazer brincadeiras ortográficas, piadas gramaticais… Inventava até pegadinhas léxicas só para deixá-lo com uma pulga atrás da orelha… E sempre funcionava! Saudades de seu humor refinado, de seu charme contido… Até mesmo de suas frases feitas. O mais engraçado – e o que ele não sabe até hoje – é que eu soube (antes) todas as vezes que ele quis me enganar e me diverti com sua infantilidade. Mesmo assim, nunca o odiei por mais de um dia. Seu talento profissional, em especial, inspira minha admiração por ele até hoje.
Outra saudade é de quem me embalava em horas e horas de conversa envolvente. Algumas mentiras, é verdade. Mas irresistíveis. Ele era musical e me apresentou para nomes dos quais jamais me separei. Lembro-me que depois de anos distantes conseguimos nos sintonizar até mesmo numa festa junina, rodeados de gente chata cheirando a quentão… Numa daquelas noites de São João, falamos de música a política em quase duas horas de conversa ininterrupta. Eu usava um longo vestido xadrez e tinha 19 anos. Há quem diga que ele é minha alma gêmea. Eu acredito. Mas jamais passamos de um beijo. E já faz 16 anos que fitei, pela primeira vez, seus pequenos e vivos olhos negros.
A saudade mais intensa, no entanto, é daquele que grudou na minha pele (feito tatuagem). Daquele com quem fiquei, no início, apenas na intenção de desafiar meu pai. Mas com quem trilhei metade da minha existência logo após me revelar apaixonada… Dele recebi as maiores provas de amor, amizade, confiança e cumplicidade. E é com ele que ainda penso em ter a Luiza e o Miguel (ou Lucas, ainda não definimos)...
Sim. É de amor que estou falando. Todas estas saudades são de pessoas amadas. Profundamente amadas por mim. E não me envergonho de falar disso. Amar não está fora de moda, não. O problema é que as pessoas estão cada vez mais envolvidas em futilidades e temem o amor. Só isso.
Eu amo. Por isso mesmo, vira e mexe, sofro. Mas sofro pela naturalidade com que tudo acaba e não por ter vivido tudo o que me propus. Enfim, hoje cortei uma laranja, respirei profundamente, e senti uma falta enorme desses três homens que ficaram em mim, independentemente do tempo e dos dias que seguem.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Aos 88 anos, Tinoco precisa de trabalho
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
gateau. Mas vou tentar, embora cada receita e local onde esta sobremesa é saboreada faça variar, é claro, a sensação do paladar.
Bem, vou começar pelo último mais saboroso que experimentei. Foi em 2008. Era um dia de março, fazia muito calor e eu me despedia da Ilha Bela no espetacular Bar e Restaurante Almirante (lado sul da ilha). Lá, pude apreciar um espaguete com frutos do mar e, para arrematar, comi lentamente um petit gateau! A combinação do bolo quente, de recheio cremoso, com aquele sorvete refrescante é algo indescritível. Com vista para o mar então... Aquela brisa, os belos garçons vestidos de marinheiros... E aquele petit gateau... A cada colhereda eu pensava: - aproveite, Elaine... Desperte seu paladar para este momento único!
Ainda em 2008, escapei num dia de semana com uma amiga e fui saborear a tão especial sobremesa num café da cidade, o Pepper. Em plena segundona, estendemos o horário do almoço e abusamos! Exageramos no almoço e completamos a estripulia com o desejado bolo com sorvete! Este tinha cereja e chantilly – uma variação da casa. Delícia!
Bom, é claro que também já felicitei meu paladar com um caprichado petit gateau em jantarzinhos românticos. Mas confesso que não encontrei um companheiro tão apaixonado pela sobremesa... Isso tornava o jantar menos cúmplice, afinal meu par não apreciava tanto o doce quanto eu...
Com as devidas variações, portanto, sempre considero “sagrado” o momento de me deliciar com tal guloseima. E é assim até hoje. Mesmo quando saboreio esta sobremesa em casa, jogada no meu sofá, sinto uma sensação maravilhosa. É como se tudo devesse parar para eu sentir o sabor! Essa da foto acima foi preparada ontem, por minha amiga Fernanda Moraes, em menos de 50 segundos! Ficou ótima!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
“Shampoo Esperança”

É claro que essa é só mais uma entre centenas de porcarias que caem na minha caixa postal diariamente. Mas não deu para deixar passar por mais um dia. Talvez seja a palavra “esperança”. Talvez seja o “shampoo” grafado a tio Sam... O fato é que tive, por um momento, um fio de esperança... Quem sabe este xampu poderia trazer soluções para além dos problemas capilares? Quem sabe possa penetrar mais fundo na cabeça até atingir nervos e neurônios? Trazendo mais criatividade e agilidade a medrosos candidatos à calvície...
E a mensagem termina bem ao gosto popular: “A hora é agora. Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje!”.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Pelo ralo

Da última vez que escrevi aos amigos, com votos de um novo ano feliz, falei da necessidade premente de perdermos algumas coisas para ter espaço para outras... E isso, ao menos, consegui cumprir.
Perdi peso, sentimentos e pessoas. Doeu um pouco, é verdade. Mas no balanço final foi extremamente positivo.
Por que? Porque hoje consigo perceber que eu não precisava de nada do que perdi . Era tudo gordura. Essa, aliás, foi uma lição que aprendi quando trabalhei no Jornal Bom Dia: há sempre o que cortar!
Assim como nos textos, na vida da gente há excessos que podem – e devem - ser dispensados. Só precisamos ter olho clínico para separar o que de fato é essencial.
Por tudo isso, renovo meus votos para que, em 2009, você tenha muitas perdas e possa valorizar o que realmente lhe importa!
P.S. E que possamos estar juntos para dividir perdas e danos com uma boa cerva, porque “também sem uma cachaça ninguém segura esse rojão!”
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Hoje o Papai Noel esteve aqui no Centrinho-USP. Fez a felicidade de centenas de crianças, entregando brinquedos fofinhos.Uma das crianças, porém, chamou muito a atenção. E, tenho certeza, tocou fundo muita gente. Nem o Papai Noel, do alto de sua experiência - inclusive em ações de saúde pública nos bolsões do Brasil, como cirurgião-dentista -, estava preparado para ver tal cena...
Na cabeça só passavam comparações bobas e inevitáveis...
[Sofremos quando nossos olhos ardem, pela poluição... Pela luz excessiva da tela do computador... Mas ela não tem olho.
Sofremos pela espinha no rosto, pela boca rachada pelo frio ou pelo calor... Ela não tem esse problema... No lugar do rosto, há muitas fendas... O corpo é desproporcional à cabeça. Meu Deus...]
A mãe dessa criança trazia no rosto um sorriso desconcertante. Nenhum desespero. Pelo contrário, seu olhar doce tentava acalmar quem observava a cena, estarrecido. Fiquei pensando se isso é mesmo uma missão... Será que Deus escolhe as pessoas certas quando envia pra cá crianças com tantas necessidades especiais?
Sei apenas que aquela mulher é serena. E certamente está pronta para enfrentar com essa criança - a Vitória - todos os obstáculos que surgirem ao longo dessa caminhada.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Emp(o)tecida (haja potes!)
Como previsto ele não leu. Ele nunca lê. Não sei se isso me alivia ou se, ao contrário, aflora ainda mais os meus nervos. Aliás, quero registrar aqui meus pedidos de Natal. E ressalto: peço tudo em potes de, no mínimo, 500 gramas.- 1 pote de tolerância para receber respostas do tipo “mas entendo que essa informação não é importante” (entende é? E do que mais você entende? Fez curso de Jornalismo?)
- amor puro e ingênuo pela existência humana (desse quero uns dois potes bem servidos! Quem sabe assim consigo compreender essas pessoas que se levantam pela manhã cumprimentando os bichos, abraçando as árvores e vibrando pelo fato de respirarem...)
- bom humor genuíno (para tolerar os bem-humorados de fachada, daqueles que ficam dando risinhos o tempo todo, contando piadas e reafirmando: ‘odeio gente mau-humorada!’. Desse também preciso de vários potes!)
- resignação (para entender de uma vez por todas que tenho uma missão a cumprir e não adianta querer dividir isso com ninguém, até porque ninguém vai entender o tamanho dessa missão. Como essa foi a minha palavra do ano, creio que um potinho será suficiente... Estou aprendendo...)
- concentração (será que pode ser uns 5 quilos? É que disso eu preciso muuuuiiito. Especialmente para ouvir até o fim explicações chatas e burocráticas de gente que se acha o tempo todo e também para entender normativas e regimentos de serviços públicos e de bancos... Principalmente de bancos!)
- fé (para crer que toda pessoa pode mesmo se recuperar e se tornar melhor ela e para os outros!)
Bom, vou pensar em outros ingredientes e termino esse texto nas próximas horas! Até mais!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
AVE


Não sei se é perseguição ou se isso já aconteceu com você. O fato é que recebo com certa freqüência e-mails datados de 1969. Hoje, precisamente, recebi uma mensagem de 31 de dezembro de 1969. Ou seja: pleno réveillon daqueles anos doidos, de muito rock e muita porrada! O mais interessante é que no corpo do e-mail a data era outra. Pula do passado longínquo para um futuro em que nem meus filhos estarão aqui para contar história, se é que terei filhos: 2139. Neste caso, 8 de janeiro de 2139.
Bem, fiquei curiosa ao menos para saber qual o assunto do e-mail: AVE. Assim mesmo, tudo em caixa alta.
Pensei: - Afe! Mas, pensando melhor, AVE pode ser Associação dos Viciados em Empilhar, como ilustra um blog (http://cyahappiness.blogspot.com) desse mundinho virtual cheio de pegadinhas como esta. Mas o que eles iriam querer comigo? Eu juro que não gosto de empilhar nada... Bem, apenas alguns papéis e jornais... Mais nada. Juro!
Talvez seja a Associação Vida Especial (AVE) – entidade filantrópica criada em 2007, no Rio de Janeiro, para integrar as pessoas com deficiência. Seria um sinal?
Para o CPD de onde trabalho, alguém forjou o tal e-mail de 1969 ou para capturar meu endereço e depois enviar divulgações de Viagra, Ciallis e etc. ou para me mandar um vírus! Claro que eu sabia, desde o início, que era algo do gênero. Por mais desligada e pirada que eu seja, não pensaria que alguém que ainda vive em 1969 resolvera me mandar uma mensagem por um meio que nem existe em seu tempo! (risos) Mas, mas, mas...
Eu tinha que arrumar um assunto para escrever aqui de novo. E hoje me caiu esse. Sem contar que tive um sonho estranho. E somando o selinho que recebi de um ex-pra-lá-de-suspeito (no sonho) com essa “correspondência” atrasada penso que devo fazer um terno de grupo: porco, coelho e leão! Ótima semana!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Hoje tive vontade de falar de amor. Do amor que pulsa quando simplesmente ouvimos a voz de quem nos traz conforto. Da pessoa amiga. Daquela pessoa para quem ligaríamos se ganhassemos na mega-sena ou se tivessemos uma grande decepção. Aquela capaz até de nos carregar bêbados, se necessário... Literalmente aquela pessoa com quem gostaríamos de estar na alegria ou na tristeza...
Mas por que será que nos demoramos tanto a perceber isso? Por que será?
É preciso sangrar primeiro. É preciso afogar mágoas. Ou engolir choro. É preciso trair, às vezes. Cair, às vezes. É preciso nos sentir completamente sós, mesmo tendo “mil pessoas ao lado”.
Para sentir de novo o amor, temos de perceber que não é de um “príncipe encantado” que precisamos... Eu, pelo menos, penso cada vez mais numa pessoa comum. Alguém sem amarras, sem empáfia, sem respostas prontas.
Importante é perceber que esta pessoa pode estar o tempo todo ao seu lado. Pode ser o moço do café. Ou o cara sentado à mesa de bar. Pode ser o vendedor de livros. Ou o malabarista do circo... Sabe aquele domingo à tarde, de preguiça anunciada e sol escaldante? Pois é, provavelmente seu grande amor seja exatamente o dono daquela mensagem banal, comum, que chegou para você. Mas você estava tão ocupado tentando materializar a pessoa ideal que não teve tempo de reparar...
Ótima semana!
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Hoje fui chamada a escrever. Mas não tenho certeza. Não tenho certeza se hoje minha não escrita é um ato de covardia ou de coragem. Não sei se o que não quero é expressar minhas certezas ou se, ao contrário, é demonstrar minhas dúvidas.Talvez só não queira dividir com você a decepção de não encontrar mais as pessoas inteiras que acreditava habitar as pessoas de alguns amigos.
Talvez só ache que você não merece se desiludir assim, por aqui. Você mesmo terá de viver isso para saber do que estou falando. E viverá tão a seu modo, que talvez jamais entenda. Por isso mesmo é que me calei. Falar para quê?
O silêncio das palavras toca um agudo em mim. Eu quero dizer, mas não estou mesmo certa disso. Então vou dizendo assim, em conta-gotas.
Talvez seja só covardia. Mas, às vezes penso que é coragem. Coragem de assumir um silêncio meu. De dizer: veja, eu não tenho certeza. Por isso nem vou dizer nada. Afinal, todas as vezes que pensei ter certeza, alguém me apontou outro caminho. Alguém me surpreendeu. E não reclamo disso não, viu. Adoro ser surpreendida. É disso que tenho vivido.
Volto mais tarde...
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Rever amigos
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Ao léu
De certa forma, no tempo em que não postei textos no blog foi como se estivesse à toa, sem ter feito nada. Claro que isso não é verdade. Mas quando não registramos, os dias quase passam em branco. Tenho um amigo que marca tudo na agenda. Cada passo. Cada ação no trabalho. Eu brinco com ele, dizendo que ou eu trabalho ou faço relatórios. Mas acho que ele está certo. Errada estou eu, que faço, faço e tudo passa despercebido. Ainda não cheguei a uma conclusão final. Mas me penitencio por isso e por tantas outras ausências. Minha desorganização é perigosa!
Hoje também posto alguns textos antigos, a pedidos de amigos.Espero poder contar com sua visita. A promessa é a de sempre, mas agora para valer: passarei por aqui todos os dias! Até!
Com que roupa ela virá?

Sobre ser e estar

Bálsamo de copaíba

Leve?











